A Fisioterapia praticada com ética e responsabilidade garantindo dignidade e qualidade de vida ao paciente oncológico.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
A História e a Evolução da Fisioterapia Oncológica
Os avanços tecnológicos associado à melhor prestação de serviços em oncologia aumentaram significativamente as taxas de sobrevida de pacientes acometidos por esta terrível patologia.
Em todos estes pacientes, o câncer e sua intervenção terapêutica necessária muitas vezes produzem significativa perda funcional permanente ou a longo prazo, requerendo reabilitação para retorno do indivíduo à independência funcional e para melhorar a sua qualidade de vida.
Artigo na íntegra: http://www.webartigos.com/articles/17226/1/a-historia-e-a-evolucao-da-fisioterapia-oncologica/1.html
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A terapia Gênica
A terapia gênica deverá ser indicada para
o tratamento de vários tipos de câncer: tumores cerebrais, câncer de mama, câncer colon-retal, melanoma malígno, neuroblastoma, câncer pulmonar, câncer de ovário, carcinoma de célula renal. A terapia gênica também deverá ser apropriada para a cura da diabetes e obesidade, produção de hormônios ,desenvolvimento de vacina contra o HIV e no tratamento de doenças neurológicas.
PERSPECTIVAS DA TERAPIA GENICA
As expectativas atuais indicam que a terapia gênica não se limitará somente a substituir ou corrigir genes defeituosos. Novas possibilidades terapêuticas dessa recente tecnologia estão sendo desenvolvidas, para permitir a liberação de proteínas que também controlem os níveis hormonais ou estimulem o sistema imunológico. A terapia gênica é a esperança de tratamento para um grande número de doenças até hoje consideradas incuráveis por métodos convencionais, que vão das hereditárias e degenerativas às diversas formas de câncer e doenças infecciosas.
O ano 2000 já começa com um marco histórico para a ciência. Foi apresentado a primeira versão do genoma humano _ um quebra-cabeça gigantesco, que vai identificar os 130 mil genes do nosso organismo e mostrar como estão combinadas as suas 3 bilhões de bases químicas. Sem sombra de dúvida, é um fecho de ouro para a ciência no século XX. Com esse verdadeiro manual do nosso código genético, fruto de anos e anos de pesquisa em genética e informática, poderemos começar a entender o que somos, por que cada um de nós é diferente de todos os outros e de que modo poderemos nos livrar de milhares de doenças genéticas, do câncer e de doenças infecciosas.
O genoma pronto abre um caminho novo e espetacular para a terapia gênica _ a pesquisa médica passa a ocorrer no nível das moléculas e genes. Computadores farão, com uma velocidade e precisão fantásticas, as análises, hoje impensáveis, dos genes e da estrutura de milhares de moléculas por eles codificadas. A terapia gênica será um recurso natural para curar muitas doenças, uma vez que os defeitos genéticos respondem por cerca de 20% da mortalidade infantil, 50% dos abortos e 80% dos casos de problemas mentais.
Não demorará muito tempo, para que cerca de 20 a 30 doenças hereditárias sejam decifradas pelo uso das informações do projeto genoma e muitas delas possam ser curadas pela terapia gênica. Essa lista deverá incluir diabete, hemofilia, mal de Alzheimer, fibrose cística, distrofia muscular, mal de Huntington, certas formas de anemia, obesidade hereditária, alguns tipos de câncer e parte dos distúrbios cardiovasculares. Além disso, certos tumores malígnos poderão ser controlados num estágio inicial, permitindo ao seu portador levar uma vida praticamente normal.
Texto retirado do ensaio de
Texto retirado do ensaio de Rafael Raiter
Site: http://www.ufv.br/dbg/BIO240/TG110.htm
sábado, 18 de abril de 2009
A Radioterapia
A radioterapia é um método capaz de destruir células tumorais, empregando feixe de
radiaçõess ionizantes. Uma dose pré-ca1culada de radiação é aplicada, em um
determinado tempo, a um volume de tecido que engloba o tumor, buscando erradicar
todas as células tumorais, com o menor dano possivel as células normais circunvizinhas,
a custa das quais se fará a regeneragao da area irradiada.
Indicagoes da radioterapia
Como a radioterapia é um método de tratamerrto local e/ou regional, pode ser indicada
de forma exclusiva ou associada aos outros métodos teraêuticos. Em combinação com
a cirurgia, podera ser pré, peri ou pós-operatória. Também pode ser indicada antes,
durante ou logo após a quimioterapia.
Fontes de energia e suas aplicações
Há aparelhos que geram radiação a partir da energia elétrica, liberando raios X e
elétrons, ou a partir de fontes de isótopo radioativo, como, por exemplo, pastilhas de
cobalto, as quais geram raios gama. Esses aparelhos são usados como fontes externas,
mantendo distâncias da pele que variam de 1 centimetro a 1 metro (teleterapia). Estas
técnicas constituem a radioterapia clínica e se prestam para tratamento de lesões
superliciais, semiprofundas ou profundas, dependendo da qualidade da radiação gerada
pelo equipamento. A Braquiterapia é uma técnica de tratamento em que uma pequena
fonte radiativa é colocada em contato com o tumor para um tratamento mais looalizado.
Trata-se de um procedimerrto cirurgico e deve ser feito em sala de cirurgia com
anestesia. Atualmente usam-se equipamentos ultramodernos e robotizados, que liberam
Alta Taxa de Dose (HDR — High Dose Rate) evitando que o paciente fique intenado no hospital.
Radiossensibilidade e radiocurabilidade
A maioria dos tumores radiossensiveis são radiocuráveis. Entretanto, alguns se disseminam independentemente do controle local; outros apresentam sensibilidade tão
próxima a dos tecidos normais, que esta impede a aplicação da dose de erradicação. A
- curabilidade local so é atingida quando a dose de radiação aplicada é letal para todas as células tumorais, mas não ultrapassa a tolerância dos tecidos normais.
Efeitos adversos da radioterapia
Normalmente, os efeitos das radiações são bem tolerados, desde que sejam respeitado:
os principios de dose total de tratamento e a aplicação fracionada. Os efeitos colaterais
podem ser classificados em imediatos e tardios. Os efeitos imediatos são observados nos
tecidos que apresentam maior capacidade proliferativa, como as gônadas, a epiderme, as
mucosas dos tratos digestivo, urinário e genital, e a medula éssea. Eles ocorrem
somente se estes tecidos estiverem incluidos no campo de irradiação e podem ser
potencializados pela administracão simultânea de quimioterápicos. Os efeitos tardios
são raros e ocorrem quando as doses de tolerância dos tecidos normais são
ultrapassadas. Os efeitos tardios manifestam-se por atrofias e fibroses. As alteracoes de
caréter genético e o desenvolvimento de outros tumores malignos são raramente
obsevados.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
O Câncer em crianças é detectado muito tarde
O diagnóstico tardio é o maior inimigo das crianças com câncer no Estado. Entre 60% e 70% dos meninos e meninas que chegam à Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCecon) estão em estágio avançado da doença, o que diminui as chances de cura. Referência no tratamento de câncer, a FCecon recebe grande parte dos casos diagnosticados em outros hospitais.
No câncer infantil não existe prevenção porque, neste caso, a doença é essencialmente causada por características genéricas. Nos adultos, os fatores ambientais e comportamentais aumentam o risco da doença, se aliados à genética. Mas eles podem ser evitados. Se um adulto quer diminuir as chances de ter câncer de pulmão, por exemplo, pode manter-se longe dos cigarros. Uma criança não tem a mesma escolha. E é por essa razão que o diagnóstico precoce é fundamental.
A oncohematologista pediátrica Miyuki Guemba confirma o número de crianças que chegam à FCecon com câncer em estágio avançado. A especialista, que atua há cinco anos na fundação, faz um apelo para reverter a situação. "A gente pede que, quando um colega pegue uma criança com quadro diferente do que está acostumado, que pense na possibilidade de câncer e que encaminhe o mais breve possível, que entre em contato com a gente, que discuta o caso", diz.
De acordo com Miyuki, o câncer infantil tem 80% de chance de cura. Mas este índice está ligado diretamente proporcional ao diagnóstico precoce. "Ainda existe muito preconceito e muito medo quando se trata de câncer. Queremos receber crianças com diagnóstico mais precoce para aumentar a suas chances de cura", comenta a especialista.
A médica ressalta que já vai longe o tempo em que a pessoa com câncer estava condenado à morte. "Isso é de 60 anos atrás. A medicina avança todos os dias e já existem medicamentos mais modernos, como o Glivec, que cura leucemia mielóide crônica e está disponível em Manaus pelo SUS", esclarece.
O desconhecimento de alguns profissionais de saúde e a semelhança com outras doenças são obstáculos ao diagnóstico precoce.
Identificação
Diagnosticar câncer não é fácil. Os sintomas gerais se confundem com os de outras doenças normais na infância, como febre, perda de peso, íngua, dor nas pernas e manchas roxas no corpo. A diferença entre os sintomas de doenças corriqueiras e um câncer é o tempo de evolução, muito mais prolongado. No câncer, a perda de peso, por exemplo, pode se arrastar por meses e não será resolvida com tratamento comum.
"Ainda tem o desconhecimento, a dificuldade do colega (médico) raciocinar clinicamente em cima do caso e o medo. As pessoas têm medo de pronunciar a palavra câncer, assim como acontece com a aids", compara Miyuki.
Em Números
54.599 atendimentos foram registrados na FCecon no ano passado. Deste total, 787 eram crianças, o equivalente a 2% de todos os pacientes. 1.361 dos atendimentos tiveram o diagnóstico confirmado para câncer. Da totalidade dos novos diagnósticos, 21 eram de câncer infantil. 2 casos por semana é a média máxima de novos diagnóstico de câncer infantil. Isto equivale a 48 por ano.
Carência
A FCecon possui apenas três oncohematologistas pediátricos e o pequeno número de profissionais especializados na área é outro problema para as crianças com câncer. Além de Miyuki, as outras duas especialistas são Mariana Coelho e Jeanne Lee Coutinho. Na Fundação de hematologia e Hemoterapia do estado do Amazonas (Hemoam), que também trata de câncer infantil (mais precisamente de leucemia e linfoma), também há poucos especialistas na área de hematologia pediátrica.
Escassez de especialistas
No Amazonas há apenas três oncohematologistas pediátricas. Miyuki Guemba, Mariana-Coelho e Jeanne Lee Coutinho trabalham da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) e têm de lidar com uma grande demanda em busca de diagnóstico e tratamento. Além dos pacientes de Manaus, convertem para a fundação pessoas vindas outros Estados da Região e até de países vizinhos, como a Venezuela.
A explicação para o reduzido número de especialistas, dizem Miyuki e Mariana, pode estar na carência do Estado em relação a cursos de especialização na área de oncologia. "A formação ainda se concentra no Centro-Sul, Sul e Sudeste do País e as pessoas ainda têm muito preconceito com a nossa região. Alguns ainda vêem as regiões Norte e o Nordeste como a mesma coisa", comenta a oncohematologista pediátrica Miyuki.
O fato da formação concentrar-se nos grandes centros do País gera outro fator determinante para a falta de especialistas no Amazonas. Muitos médicos que buscam qualificação no Sul não retornam porque acabam encontrando toda uma estrutura que ainda não existe no Amazonas. Eles preferem estabilizar-se a retornar para um Estado onde terão que trabalhar duro e encampar lutas pela melhoria de estrutura. "Nós não temos medo. Mas muito têm. É por isso que a gente atua em uma área que todos consideram difícil", diz Mariana. A recompensa pelo esforço, acrescenta Miyuki, é ver a recuperação das crianças. "É gratificante tirar à dor de uma criança, de dar qualidade de vida a ela".
GEFIR (Grupo de Estudos em Fisioterapia Respiratória)
segunda-feira, 13 de abril de 2009
A Quimioterapia

A quimioterapia é o método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou
quimioterapia antiblástica.
Mecanísmos de ação e classificação das drogas antineoplásicas.
Os agentes utilizados no tratamento do câncer afetam tanto as células normais como as neoplásicas, porém eles acarretam maior dano às células malignas do que às dos tecidos normais, devido às diferenças quantitativas entre os processos metabólicos dessas duas populações celulares. Classificaram os quimioterapicos conforme a sua atuação sobre o ciclo celular em:
• Cicloinespecificos Aqueles que atuam nas células que estão ou não no ciclo proliferativo, como, por exemplo, a mostarda nitrogenada.
• Ciclo-específicos- Os quimioterapicos que atuam somente nas células que se encontram em proliferação, como é o caso da ciclofosfamida.
• Fase-específicos- Aqueles que atuam em determinadas fases do ciclo celular, como,
por exemplo, o metotrexato (fase S), o etoposideo (fase G2) e a vincristina (fase M).
Tipos e finalidades da quimioterapia
A quimioterapia pode ser feita com a aplicação de um ou mais quimioterápicos e pode ser utilizada em combinação com a cirurgia e a radioterapia. De acordo com as suas finalidades, a quimioterapia é classificada em;
Curativa ― quando é usada com o objetivo de se conseguir o controle completo do tumor.
• Adjuvante ― quando se segue à cirurgia curativa, tendo o objetivo de esterilizar células residuais locais ou circulantes, diminuindo a incidência de metástases à distância
• Neoadjuvante ou prévia quando indicada para se obter a redução parcial do tumor, visando a permitir uma complementação terapêutica com a cirurgia e/ ou radioterapia.
• Paliativa - não tem finalidade curativa. Usada com a finalidade de melhorar a qualidade da sobrevida do paciente.
Toxicidade dos quimioterápicos
Os efeitos terapêuticos e tóxicos dos quimioterápicos dependem do tempo de exposição e da concentração plasmática da droga. A toxicidade é variável para os diversos tecidos e depende da droga utilizada. Nem todos os quimioterápicos ocasionam efeitos indesejáveis tais como mielodepressão, alopecia e alterações gastrintestinais (náuseas, vômitos e diarréia).
Critérios para aplicação da quimioterapia
Esses critérios são variados e dependem das condições clinicas do paciente e das drogas selecionadas para o tratamento. (Condições gerais do paciente, Contagem das células do sangue e dosagem de hemoglobina serica).
Principais drogas utilizadas no tratamento do câncer
Alquilantes - Apesar de efetivos como agentes isolados para inúmeras formas de câncer, eles raramente produzem efeito clínico ótimo sem a combinação com outros agentes.
Antimetabólitos - impedem a multiplicação e função normais da célula.
Antíbióticos Como todos os quimioterápicos, os antibióticos atuam tanto sobre as células normais como sobre as malignas.
Iníbídores mitóticos - interrupção da divisão celular.
domingo, 12 de abril de 2009
A Fisioterapia no câncer de mama

Durante a terapia adjuvante e no seguimento, deve-se priorizar a prevenção e minimização das complicações, sejam elas linfáticas, posturais, funcionais e/ou respiratórias. As recomendações para a prevenção, diagnósticas e tratamento do linfedema são apresentadas no documento de consenso abaixo relacionado.
Para o controle dos sintomas álgicos, as pacientes devem realizar exercícios domiciliares, manobras ativas de relaxamento muscular e auto-massagem no local cirúrgico. A atividade física deve ser recomendada, sendo contra-indicado o uso do braço em movimentos rápidos e de repetição, assim como atividades com carga.
A atuação do fisioterapeuta deve ser iniciada no pré-operatório, objetivando conhecer as alterações pré-existentes e identificar os possíveis fatores de risco para as complicações pós-operatórias, e quando necessário, deve ser instituído tratamento fisioterapêutico nesta etapa, visando minimizar e prevenir as possíveis seqüelas. No pós-operatório imediato, objetiva-se identificar alterações neurológicas ocorridas durante o ato operatório, presença de sintomatologias álgicas, edema linfático precoce, e alterações na dinâmica respiratória.
Os exercícios realizados nos programas de reabilitação física no pós operatório de câncer de mama não seguem um guideline. Muitas propostas de reabilitação foram desenvolvidas para minimizar as complicações pós-operatórias, como o volume de secreção drenada, a incidência de seroma, de deiscência da ferida cirúrgica e, a longo prazo, o desenvolvimento de linfedema crônico.
Alguns estudos discutem a associação entre a realização dos exercícios com as possíveis complicações do pós-operatório; entretanto na literatura há descrições sucintas e particularizadas sobre a maneira de realização dos exercícios.
A fisioterapia precoce tem como objetivos prevenir complicações, promover adequada recuperação funcional e, conseqüentemente, propiciar melhor qualidade de vida às mulheres submetidas à cirurgia para tratamento de câncer de mama. Entretanto, questiona-se qual a melhor maneira de realizar esses exercícios e qual a sua influência nas complicações pós-operatórias.
Os programas de reabilitação no pós-cirúrgico das pacientes submetidas à mastectomia ou a tratamento conservador com dissecção axilar são parcialmente descritos na literatura do ponto de vista da especificação dos exercícios realizados. Existem programas estruturados em contrações isométricas da musculatura do ombro, braço e mão, nos quais a paciente é instruída a levantar, com as mãos unidas, em flexão, abdução e rotação do ombro até o limite de dor; em outros em que a paciente é estimulada a realizar exercícios ativo-livres em todos os movimentos fisiológicos do ombro.
Há, também, terapias em que são indicados os exercícios como subir com os dedos pela parede até o limite máximo de flexão e abdução, pentear os cabelos, fazer roda de ombro e rotação do braço, entre outros. Existem propostas baseadas em alongamento e fortalecimento, com exercícios rítmicos de cabeça, pescoço, tronco, membros superiores e inferiores. Outros programas consistem de exercícios pendulares, exercícios de escalada do braço na parede e polias.
Wingate descreve o tratamento incluindo exercícios ativo-assistidos progredindo para exercícios ativo-resistidos, facilitação neuromuscular proprioceptiva e atividades funcionais, além de orientações para casa.
Molinaro et al. defendem um protocolo de exercício baseado em movimentos naturais, acompanhados de música, para desenvolver flexibilidade, coordenação e amplitude de movimento do ombro.
No tratamento de câncer de mama existe certo consenso no que diz respeito à cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia; no entanto, na reabilitação física não existem trials comparando e tentando padronizar os programas de exercícios. Diante de várias propostas, têm-se a necessidade de homogeneização dos protocolos, para que sua reprodutibilidade seja possível, dentro de um serviço com vários fisioterapeutas ou em outros serviços, para que o atendimento possa ser otimizado, além de permitir a comparação dos resultados obtidos.
Contudo, diversos autores enfatizam que os bons resultados dependem do bom treinamento e cuidado do terapeuta e da colaboração do paciente após a fase intensiva de tratamento. Pesquisadores descrevem o resultado de uma série de casos constituídos de 16 braços linfedematosos tratados com técnicas descritas anteriormente. Obtiveram uma redução média de 73% na fase intensiva, depois de um ano, apresentaram uma redução de 80% sem nenhum outro tratamento e ainda descrevem, os mesmos autores, outra série de 56 pacientes que obtiveram uma redução mediado edema de 63% na fase intensiva e, 3 anos após, a redução foi de 64%. Em outra série estudada pelos mesmos autores, a redução obtida com um mês de tratamento em 78 linfedemas unilateral de braços, foi de 64%. A redução dependeu do grau do linfedema e da colaboração do paciente. Após um ano, 44 pacientes foram reavaliados e não apresentaram redução significativa nesse tempo.
Estudos afirmam que o resultado do tratamento para o linfedema depende da colaboração da paciente, especialmente quanto ao uso de vestes compressivas; reforçam que essa colaboração está relacionada ao esclarecimento que a paciente deve receber quanto aos motivos do uso da braçadeira e da importância do ajuste da mesma ao braço. Sugerem ainda que a braçadeira deva ser substituída a cada 2-6 meses para se manter a compressão adequada.
O uso da braçadeira elástica nas pacientes com linfedema deve ser encorajado, contudo não há consenso se essas braçadeiras precisam ser feitas sob medidas ou podem ser compradas nos tamanhos padronizados, bem como sobre o tanto de pressão que deva exercer sobre o braço. A recomendação tem variado entre três classes de compressão: 20-30mmHg; 30-40mmHg, e 40-50mmHg.