Prof.Dr.Daniel Xavier,
coordenador do servico de Fisioterapia da Fcecon de Manaus recebe
certificação internacional de POS DOUTORADO em fisioterapia e
fisioterapia em oncologia.
O especialista é o primeiro de Manaus a
receber uma certificação internacional de duas universidades norte
americanas a UNilogos University /Flórida-Usa e pela FCE- California University -Usa, pelos trabalhos desenvolvidos nas áreas de fisioterapia
intensiva e fisioterapia em oncologia.
O fisioterapeuta Daniel Xavier
atua, com pacientes oncológicos desde o ano 2O01 e em Manaus, o
profissional começou a desenvolver seu trabalho a partir de 2005, quando
inaugurou o Centro de Terapia Intensiva (CTI), na Fundação Centro de
Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), onde hoje é
responsável por coordenar o serviço de fisioterapia daquele setor . Daniel Xavier também é o fisioterapeuta responsável pelo serviço de fisioterapia em oncopediatria do GAAC-Grupo
de apoio a criança com câncer do Amazonas, onde após implantar o
serviço, atua em caráter voluntário na reabilitação das crianças
portadoras de neoplasias.
Além disso o Dr Daniel Xavier foi o incentivador e idealizador do projeto EMOBIL (Early Mobilization), entidade
sem fins lucrativos que visa a criação de artefatos funcionais de baixo
custo para ambientes hospitalares e para a unidade de tratamento
intensivo.
No
último sábado (26), Daniel recebeu os títulos de Pós Doctor em Physical
Therapy e pos doctor in Oncological PhysicalTherapy das mãos do reitor
da Logos University/USA Flórida e diretor da Faculdade da Califórnia
(FCE), o professor Dr. Gabriel Lopes.
A banca contou com nomes importantes da terapia intensiva nacional e
regional , entre eles o Dr Odir Filho, coordenador da uti da fcecon.
Além da presença da D Oriona Oshe , diretora do GAMMA Manaus. Com isso a
uti da Fcecon além de já ser referencia no Estado , passa a contar com
um dos maiores especialistas em fisioterapia em oncologia do Brasil é um
dos poucos fisioterapeutas com pós doutorado do Amazonas.
Insta: @intensivistaxavier
A Fisioterapia praticada com ética e responsabilidade garantindo dignidade e qualidade de vida ao paciente oncológico.
terça-feira, 29 de novembro de 2016
segunda-feira, 28 de novembro de 2016
Materiais de baixo custo produzidos por fisioterapeutas auxiliam na reabilitação de pacientes oncológicos da FCecon
Materiais de baixo custo produzidos por fisioterapeutas auxiliam na reabilitação de pacientes oncológicos da FCecon
A
Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas
(FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam),
passou a utilizar, há algumas semanas, um novo método de assistência fisioterápica
em pacientes em recuperação na sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI), e
cujos resultados têm surpreendido especialistas da área. Trata-se da utilização de aparelhos funcionais de baixo custo, que têm por objetivo reduzir a morbidade e a mortalidade de portadores de câncer em recuperação pós-cirúrgica – na maioria dos casos –, internados no setor. O resultado é mais qualidade de vida no período pós-alta hospitalar.
A instituição, considerada referência em cancerologia na Amazônia Ocidental,
será a primeira do SUS a implantar esse tipo de programa no Norte do
País, ressaltou o diretor-presidente da unidade hospitalar, Marco
Antônio Ricci. Ele explica que a confecção dos utensílios ficou a cargo de um grupo de alunos de pós-graduação em Fisioterapia Intensiva do Instituto de Aprimoramento e Ensino em Saúde (Iapes), sob a orientação do coordenador do Serviço de Fisioterapia da UTI da FCecon e do Iapes-Manaus, Daniel Xavier.
De acordo com Xavier, os aparelhos foram doados à unidade hospitalar. A maior parte deles, foi
produzida com materiais recicláveis, como PVC e garrafas PET. Através
dos aparelhos, os pacientes acamados, que têm a mobilidade reduzida,
podem se movimentar com mais facilidade, com o apoio dos fisioterapeutas. “O método auxilia na recuperação dos pacientes, já que ajuda a preservar e restaurar a integridade, melhora a funcionalidade e previne certos distúrbios e complicações, como as musculares, respiratórias, motoras e circulatórias”, destacou Xavier.
A
iniciativa faz parte do projeto EMOBIL (Early Mobilization), sem fins
lucrativos. A ideia, de acordo com ele, é que, futuramente, esse tipo de
assistência seja estendida para enfermarias, ambulatório e home care (atendimento domiciliar).
Saiba mais sobre o projeto
Os projetos construídos até o presente momento têm acrescentado
benefícios diretos aos pacientes, dentre ele estão o ANDA (Aparato
Neurodinâmico para Deambulação Assistida), invenção do renomado
Fisioterapeuta Dr. Tom Carvalho. O ciclo ergômetro de PVC e o andador de
PVC foram projetados pelo Fisioterapeuta e aluno da IAPES Rodrigo
Augusto Braga.
Daniel Xavier destaca que as órteses de membros inferiores, feitas com garrafas plásticas e EVA (espuma venílica acetinada) foram idealizadas pela fisioterapeuta
e também pós-graduanda da IAPES, Lidiane Rabelo, todos profissionais da
cidade de Manaus. O uso da DASBEL (Dispositivo Auxiliar de Sedestação
Beira Leito) também está presente nas confecções do EMOBIL, ideia inovadora de um grupo de Fisioterapeutas da cidade de São Paulo.
“A
expansão deste conceito torna-se de fundamental importância para o
aprimoramento de técnicas e atendimentos, uma vez que o principal
favorecido será o paciente. A
facilidade na execução destes artefatos, gera verdadeira mobilização
entre os profissionais, ampliando a visão de suas terapêuticas e,
consequentemente, sua criatividade”, concluiu.
http://www.fcecon.am.gov.br/materiais-de-baixo-custo-produzidos-por-fisioterapeutas-auxiliam-na-reabilitacao-de-pacientes-oncologicos-da-fcecon/
terça-feira, 22 de novembro de 2016
EDEMA AGUDO DE PULMAO
INSTITUTO AMAZONENSE DE APRIMORAMENTO E ENSINO EM SAÚDE - IAPES ENSINOS
Autor: ADRIANA PEREZ OLIVEIRA
Coordenador: Daniel Xavier
EDEMA AGUDO DE PULMÃO
INTRODUÇÃO
O edema agudo de pulmão (EAP) se caracteriza por ser um acúmulo súbito e anormal de líquido nos espaços extravasculares do pulmão. A EAP ocorre com frequência nas unidades de terapia intensiva e também percebe-se que é uma das síndromes cardiorrespiratórias mais dolorosas quando comparada com as demais. Sua causa na maioria das vezes é consequente à insuficiência cardíaca esquerda, sendo que a elevação da pressão no átrio esquerdo e capilar pulmonar pode ser considerada como o principal fator responsável pela transudação de líquido para o interstício e interior dos alvéolos, com interferência nas trocas gasosas pulmonares e redução da pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (PORTO, 2000).
FISIOPATOLOGIA
O edema agudo de pulmão ocorre devido ao desequilíbrio entre a pressão hidrostática capilar elevada e a pressão intersticial normal, quando ocorre o extravasamento do liquido, o mesmo já não pode ser removido adequadamente pelo sistema linfático pulmonar, esse processo decorre do aumento da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo . Essa síndrome pode ocorrer por outros mecanismos quando não relacionado à falência cardíaca, como o aumento da permeabilidade dos capilares pulmonares, observado na síndrome do desconforto respiratório agudo, ou nos casos em que a pressão coloidosmótica intravascular está intensamente reduzida, o que gera um aumento da pressão negativa intersticial (após drenagem torácica), insuficiência linfática (pós-transplantes), linfangite fibrosantes ou fenômenos não explicados, como edema pulmonar neurogênico, devido a grandes altitudes, pós-cardioversão e a superdose de narcóticos . Em consequência do edema (intersticial e brônquico), ocorre a diminuição da complacência pulmonar e o aumento da resistência nas vias aéreas, com isso sobrevém as alterações de troca gasosa e a geração de altas pressões negativas intrapleurais, decorrente temos a elevação da pressão transmural do ventrículo esquerdo (VE) e da sua pós-carga. Quando ocorre a redução do débito cardíaco no edema agudo de pulmão, consequentemente diminui-se a oferta de oxigênio para a musculatura respiratória. Já com relação a atividade simpática, podemos observar um ligeiro aumento. No entanto em situações graves pode causar hipertrofia de miócitos e necrose, redução de receptores beta-1-adrenérgicos, depleção de terminais nervosos e comprometimento da função sistólica e diastólica. O comprometimento da musculatura respiratória nesses pacientes piora com a dispnéia aos esforços e, nos quadros agudos, com a fadiga muscular, que frequentemente associa-se com retenção de CO2 (KNOBEL,2004).
ETIOLOGIA
Várias podem ser as causas da EAP, sendo que as mais comuns são a insuficiência ventricular esquerda, a obstrução da valva mitral, arritmias cardíacas, hipervolemia, insuficiência cardíaca congestiva descompensada, infarto agudo do miocárdio (IAM), cardioversão elétrica e crise hipertensiva. Suas causas também podem ser dividas em duas partes. A primeira seria a das causas secundárias, a cardiopatias e a segunda as causas não relacionadas a cardiopatias. As causas secundárias a cardiopatias podem ser, a isquemia miocárdica aguda, hipertensão arterial sistêmica (HAS), valvulopatia, miocardiopatia primária, cardiopatias congênitas, mixoma atrial. Já as causas não-relacionadas a cardiopatias temos a lesão encefálica ou hemorragia intracraniana (neurogênica) e a feocromocitoma ( MACIEL, 2009)
SINAIS E SINTOMAS
Os sinais e sintomas característicos são dispnéia, ortopnéia, tosse, escarro de cor rósea e espumoso. Normalmente o paciente apresenta-se ansioso, agitado, sentado com membros inferiores pendentes e utilizando intensamente a musculatura respiratória acessória, suas asas nasais estão dilatadas, há retração intercostal e de fossa supraclavicular. A pele e mucosas desse paciente tornam-se frias, acinzentadas, às vezes, pálidas e cianóticas, com sudorese fria sistêmica. O mesmo pode relatar dor subesternal irradiada para pescoço, mandíbula ou face medial de braço esquerdo em casos de isquemia miocárdica. Com relação ao exame físico, pode-se constatar taquicardia, ritmo de galope, B2 hiperfonética, pressão arterial elevada ou baixa (choque cardiogênico), estertores subcreptantes inicialmente nas bases tornando-se difusos com a evolução do quadro. Se houver a presença de roncos e sibilos difuso há indícios de broncoespasmo secundário. Deve-se levar em consideração que o quadro clínico pode agravar progressivamente culminando com insuficiência respiratória, hipoventilação, confusão mental e morte por hipoxemia (PORTO, 2000).
TRATAMENTO
A EAP possui diversas opções de tratamento, sendo assim uma das que se destacam é a oxigenioterapia, que consiste na administração de oxigênio suplementar com o intuito de elevar ou manter a saturação de oxigênio acima de 90%, corrigindo os danos da hipoxemia. O paciente deve receber oxigênio suplementar por máscara facial aberta com fluxo inicial de 5 a 10 L/ min, com objetivo primário de aumentar a quantidade de oxigênio carreado pelo sangue aos tecidos. Outra opção é a ventilação não-invasiva (VMNI) a qual proporciona a redução da pré e pós-carga promovendo a melhora da contratilidade do ventrículo esquerdo, a mesma aumentará a complacência pulmonar recrutando alvéolos pulmonares previamente colabados, elevando assim a ventilação alveolar e reduzindo o trabalho respiratório. Possuímos também a alternativa das máscaras nasais e a da ventilação mecânica não invasiva contínua (CPAP), que consiste na aplicação de uma pressão positiva única durante todo o ciclo respiratório, devendo ser iniciada com a pressão entre 5 e 10 cmH2O, a qual pode ser aumentada até 12,5 cmH2O. No entanto essa modalidade possui outra escolha, que seria a de ventilação em binível pressórico (BPAP) que utiliza a alternância de uma pressão positiva menor durante a expiração e maior durante a inspiração, para reduzir o trabalho respiratório do paciente de uma forma direta, com a pressão inicial entre 8 e 10 cmH2O, podendo ser aumentada até 12,5 cm H2O. Contudo sempre devemos ressaltar a importância das contra- indicações no caso da VMNI, têm-se a instabilidade hemodinâmica, trauma facial, risco de aspiração de secreções, arritmia, isquemia e pacientes pouco colaborativos ou que não se adaptaram à máscara. Por outro lado possuímos a ventilação Invasiva que é indicada na presença do rebaixamento do nível de consciência, no aparecimento de sinais clínicos de fadiga da musculatura acessória, nos casos de hipoxemia refratária e na presença de acidose respiratória. Essa conduta pode ser tomada inicialmente em pacientes com IAM com indicação de angioplastia primária, naqueles com taquiarritmias com necessidade de cardioversão elétrica e em pacientes com choque cardiogênico. Contudo sempre antes do procedimento o paciente deve ser hiperventilado com máscara e ambú para diminuir possíveis complicações como arritmias ou piora da hipoxemia (DBVM, 2013).
REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO
Revista Brasileira de Terapia Intensiva. DIRETRIZES BRASILEIRAS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA. 2013
KNOBEL, Elias. Terapia Intensiva: pneumologia e fisioterapia respiratória. São Paulo: Atheneu, 2004.
MEIRELES COSTA LIMA. A UTILIZAÇÃO DO CPAP E BIPAP NO EDEMA AGUDO DE PULMÃO CARDIOGÊNICO. Rio de Janeiro/ 2006.
MACIEL ANDRADE MARCOS VINICIUS. Insuficiência Cardíaca. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. 2009; 93(6 supl.1): e110-e178.
NARDELLI CESAR CAIO. PADRONIZAÇÃO DA ABORDAGEM DO EAPC, NO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS. Março/ 2006.
PORTO, CELMO CELENO. Doenças do Coração – Prevenção e Tratamento. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998.
Autor: ADRIANA PEREZ OLIVEIRA

EDEMA AGUDO DE PULMÃO
INTRODUÇÃO
O edema agudo de pulmão (EAP) se caracteriza por ser um acúmulo súbito e anormal de líquido nos espaços extravasculares do pulmão. A EAP ocorre com frequência nas unidades de terapia intensiva e também percebe-se que é uma das síndromes cardiorrespiratórias mais dolorosas quando comparada com as demais. Sua causa na maioria das vezes é consequente à insuficiência cardíaca esquerda, sendo que a elevação da pressão no átrio esquerdo e capilar pulmonar pode ser considerada como o principal fator responsável pela transudação de líquido para o interstício e interior dos alvéolos, com interferência nas trocas gasosas pulmonares e redução da pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (PORTO, 2000).
FISIOPATOLOGIA
O edema agudo de pulmão ocorre devido ao desequilíbrio entre a pressão hidrostática capilar elevada e a pressão intersticial normal, quando ocorre o extravasamento do liquido, o mesmo já não pode ser removido adequadamente pelo sistema linfático pulmonar, esse processo decorre do aumento da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo . Essa síndrome pode ocorrer por outros mecanismos quando não relacionado à falência cardíaca, como o aumento da permeabilidade dos capilares pulmonares, observado na síndrome do desconforto respiratório agudo, ou nos casos em que a pressão coloidosmótica intravascular está intensamente reduzida, o que gera um aumento da pressão negativa intersticial (após drenagem torácica), insuficiência linfática (pós-transplantes), linfangite fibrosantes ou fenômenos não explicados, como edema pulmonar neurogênico, devido a grandes altitudes, pós-cardioversão e a superdose de narcóticos . Em consequência do edema (intersticial e brônquico), ocorre a diminuição da complacência pulmonar e o aumento da resistência nas vias aéreas, com isso sobrevém as alterações de troca gasosa e a geração de altas pressões negativas intrapleurais, decorrente temos a elevação da pressão transmural do ventrículo esquerdo (VE) e da sua pós-carga. Quando ocorre a redução do débito cardíaco no edema agudo de pulmão, consequentemente diminui-se a oferta de oxigênio para a musculatura respiratória. Já com relação a atividade simpática, podemos observar um ligeiro aumento. No entanto em situações graves pode causar hipertrofia de miócitos e necrose, redução de receptores beta-1-adrenérgicos, depleção de terminais nervosos e comprometimento da função sistólica e diastólica. O comprometimento da musculatura respiratória nesses pacientes piora com a dispnéia aos esforços e, nos quadros agudos, com a fadiga muscular, que frequentemente associa-se com retenção de CO2 (KNOBEL,2004).
ETIOLOGIA
Várias podem ser as causas da EAP, sendo que as mais comuns são a insuficiência ventricular esquerda, a obstrução da valva mitral, arritmias cardíacas, hipervolemia, insuficiência cardíaca congestiva descompensada, infarto agudo do miocárdio (IAM), cardioversão elétrica e crise hipertensiva. Suas causas também podem ser dividas em duas partes. A primeira seria a das causas secundárias, a cardiopatias e a segunda as causas não relacionadas a cardiopatias. As causas secundárias a cardiopatias podem ser, a isquemia miocárdica aguda, hipertensão arterial sistêmica (HAS), valvulopatia, miocardiopatia primária, cardiopatias congênitas, mixoma atrial. Já as causas não-relacionadas a cardiopatias temos a lesão encefálica ou hemorragia intracraniana (neurogênica) e a feocromocitoma ( MACIEL, 2009)
SINAIS E SINTOMAS
Os sinais e sintomas característicos são dispnéia, ortopnéia, tosse, escarro de cor rósea e espumoso. Normalmente o paciente apresenta-se ansioso, agitado, sentado com membros inferiores pendentes e utilizando intensamente a musculatura respiratória acessória, suas asas nasais estão dilatadas, há retração intercostal e de fossa supraclavicular. A pele e mucosas desse paciente tornam-se frias, acinzentadas, às vezes, pálidas e cianóticas, com sudorese fria sistêmica. O mesmo pode relatar dor subesternal irradiada para pescoço, mandíbula ou face medial de braço esquerdo em casos de isquemia miocárdica. Com relação ao exame físico, pode-se constatar taquicardia, ritmo de galope, B2 hiperfonética, pressão arterial elevada ou baixa (choque cardiogênico), estertores subcreptantes inicialmente nas bases tornando-se difusos com a evolução do quadro. Se houver a presença de roncos e sibilos difuso há indícios de broncoespasmo secundário. Deve-se levar em consideração que o quadro clínico pode agravar progressivamente culminando com insuficiência respiratória, hipoventilação, confusão mental e morte por hipoxemia (PORTO, 2000).
TRATAMENTO
A EAP possui diversas opções de tratamento, sendo assim uma das que se destacam é a oxigenioterapia, que consiste na administração de oxigênio suplementar com o intuito de elevar ou manter a saturação de oxigênio acima de 90%, corrigindo os danos da hipoxemia. O paciente deve receber oxigênio suplementar por máscara facial aberta com fluxo inicial de 5 a 10 L/ min, com objetivo primário de aumentar a quantidade de oxigênio carreado pelo sangue aos tecidos. Outra opção é a ventilação não-invasiva (VMNI) a qual proporciona a redução da pré e pós-carga promovendo a melhora da contratilidade do ventrículo esquerdo, a mesma aumentará a complacência pulmonar recrutando alvéolos pulmonares previamente colabados, elevando assim a ventilação alveolar e reduzindo o trabalho respiratório. Possuímos também a alternativa das máscaras nasais e a da ventilação mecânica não invasiva contínua (CPAP), que consiste na aplicação de uma pressão positiva única durante todo o ciclo respiratório, devendo ser iniciada com a pressão entre 5 e 10 cmH2O, a qual pode ser aumentada até 12,5 cmH2O. No entanto essa modalidade possui outra escolha, que seria a de ventilação em binível pressórico (BPAP) que utiliza a alternância de uma pressão positiva menor durante a expiração e maior durante a inspiração, para reduzir o trabalho respiratório do paciente de uma forma direta, com a pressão inicial entre 8 e 10 cmH2O, podendo ser aumentada até 12,5 cm H2O. Contudo sempre devemos ressaltar a importância das contra- indicações no caso da VMNI, têm-se a instabilidade hemodinâmica, trauma facial, risco de aspiração de secreções, arritmia, isquemia e pacientes pouco colaborativos ou que não se adaptaram à máscara. Por outro lado possuímos a ventilação Invasiva que é indicada na presença do rebaixamento do nível de consciência, no aparecimento de sinais clínicos de fadiga da musculatura acessória, nos casos de hipoxemia refratária e na presença de acidose respiratória. Essa conduta pode ser tomada inicialmente em pacientes com IAM com indicação de angioplastia primária, naqueles com taquiarritmias com necessidade de cardioversão elétrica e em pacientes com choque cardiogênico. Contudo sempre antes do procedimento o paciente deve ser hiperventilado com máscara e ambú para diminuir possíveis complicações como arritmias ou piora da hipoxemia (DBVM, 2013).
REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO
Revista Brasileira de Terapia Intensiva. DIRETRIZES BRASILEIRAS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA. 2013
KNOBEL, Elias. Terapia Intensiva: pneumologia e fisioterapia respiratória. São Paulo: Atheneu, 2004.
MEIRELES COSTA LIMA. A UTILIZAÇÃO DO CPAP E BIPAP NO EDEMA AGUDO DE PULMÃO CARDIOGÊNICO. Rio de Janeiro/ 2006.
MACIEL ANDRADE MARCOS VINICIUS. Insuficiência Cardíaca. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. 2009; 93(6 supl.1): e110-e178.
NARDELLI CESAR CAIO. PADRONIZAÇÃO DA ABORDAGEM DO EAPC, NO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS. Março/ 2006.
PORTO, CELMO CELENO. Doenças do Coração – Prevenção e Tratamento. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998.
EDEMA AGUDO DE PULMAO
INSTITUTO AMAZONENSE DE APRIMORAMENTO E ENSINO EM SAÚDE - IAPES ENSINOS
Autor: ADRIANA PEREZ OLIVEIRA
Coordenador: Daniel Xavier
EDEMA AGUDO DE PULMÃO
INTRODUÇÃO
O edema agudo de pulmão (EAP) se caracteriza por ser um acúmulo súbito e anormal de líquido nos espaços extravasculares do pulmão. A EAP ocorre com frequência nas unidades de terapia intensiva e também percebe-se que é uma das síndromes cardiorrespiratórias mais dolorosas quando comparada com as demais. Sua causa na maioria das vezes é consequente à insuficiência cardíaca esquerda, sendo que a elevação da pressão no átrio esquerdo e capilar pulmonar pode ser considerada como o principal fator responsável pela transudação de líquido para o interstício e interior dos alvéolos, com interferência nas trocas gasosas pulmonares e redução da pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (PORTO, 2000).
FISIOPATOLOGIA
O edema agudo de pulmão ocorre devido ao desequilíbrio entre a pressão hidrostática capilar elevada e a pressão intersticial normal, quando ocorre o extravasamento do liquido, o mesmo já não pode ser removido adequadamente pelo sistema linfático pulmonar, esse processo decorre do aumento da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo . Essa síndrome pode ocorrer por outros mecanismos quando não relacionado à falência cardíaca, como o aumento da permeabilidade dos capilares pulmonares, observado na síndrome do desconforto respiratório agudo, ou nos casos em que a pressão coloidosmótica intravascular está intensamente reduzida, o que gera um aumento da pressão negativa intersticial (após drenagem torácica), insuficiência linfática (pós-transplantes), linfangite fibrosantes ou fenômenos não explicados, como edema pulmonar neurogênico, devido a grandes altitudes, pós-cardioversão e a superdose de narcóticos . Em consequência do edema (intersticial e brônquico), ocorre a diminuição da complacência pulmonar e o aumento da resistência nas vias aéreas, com isso sobrevém as alterações de troca gasosa e a geração de altas pressões negativas intrapleurais, decorrente temos a elevação da pressão transmural do ventrículo esquerdo (VE) e da sua pós-carga. Quando ocorre a redução do débito cardíaco no edema agudo de pulmão, consequentemente diminui-se a oferta de oxigênio para a musculatura respiratória. Já com relação a atividade simpática, podemos observar um ligeiro aumento. No entanto em situações graves pode causar hipertrofia de miócitos e necrose, redução de receptores beta-1-adrenérgicos, depleção de terminais nervosos e comprometimento da função sistólica e diastólica. O comprometimento da musculatura respiratória nesses pacientes piora com a dispnéia aos esforços e, nos quadros agudos, com a fadiga muscular, que frequentemente associa-se com retenção de CO2 (KNOBEL,2004).
ETIOLOGIA
Várias podem ser as causas da EAP, sendo que as mais comuns são a insuficiência ventricular esquerda, a obstrução da valva mitral, arritmias cardíacas, hipervolemia, insuficiência cardíaca congestiva descompensada, infarto agudo do miocárdio (IAM), cardioversão elétrica e crise hipertensiva. Suas causas também podem ser dividas em duas partes. A primeira seria a das causas secundárias, a cardiopatias e a segunda as causas não relacionadas a cardiopatias. As causas secundárias a cardiopatias podem ser, a isquemia miocárdica aguda, hipertensão arterial sistêmica (HAS), valvulopatia, miocardiopatia primária, cardiopatias congênitas, mixoma atrial. Já as causas não-relacionadas a cardiopatias temos a lesão encefálica ou hemorragia intracraniana (neurogênica) e a feocromocitoma ( MACIEL, 2009)
SINAIS E SINTOMAS
Os sinais e sintomas característicos são dispnéia, ortopnéia, tosse, escarro de cor rósea e espumoso. Normalmente o paciente apresenta-se ansioso, agitado, sentado com membros inferiores pendentes e utilizando intensamente a musculatura respiratória acessória, suas asas nasais estão dilatadas, há retração intercostal e de fossa supraclavicular. A pele e mucosas desse paciente tornam-se frias, acinzentadas, às vezes, pálidas e cianóticas, com sudorese fria sistêmica. O mesmo pode relatar dor subesternal irradiada para pescoço, mandíbula ou face medial de braço esquerdo em casos de isquemia miocárdica. Com relação ao exame físico, pode-se constatar taquicardia, ritmo de galope, B2 hiperfonética, pressão arterial elevada ou baixa (choque cardiogênico), estertores subcreptantes inicialmente nas bases tornando-se difusos com a evolução do quadro. Se houver a presença de roncos e sibilos difuso há indícios de broncoespasmo secundário. Deve-se levar em consideração que o quadro clínico pode agravar progressivamente culminando com insuficiência respiratória, hipoventilação, confusão mental e morte por hipoxemia (PORTO, 2000).
TRATAMENTO
A EAP possui diversas opções de tratamento, sendo assim uma das que se destacam é a oxigenioterapia, que consiste na administração de oxigênio suplementar com o intuito de elevar ou manter a saturação de oxigênio acima de 90%, corrigindo os danos da hipoxemia. O paciente deve receber oxigênio suplementar por máscara facial aberta com fluxo inicial de 5 a 10 L/ min, com objetivo primário de aumentar a quantidade de oxigênio carreado pelo sangue aos tecidos. Outra opção é a ventilação não-invasiva (VMNI) a qual proporciona a redução da pré e pós-carga promovendo a melhora da contratilidade do ventrículo esquerdo, a mesma aumentará a complacência pulmonar recrutando alvéolos pulmonares previamente colabados, elevando assim a ventilação alveolar e reduzindo o trabalho respiratório. Possuímos também a alternativa das máscaras nasais e a da ventilação mecânica não invasiva contínua (CPAP), que consiste na aplicação de uma pressão positiva única durante todo o ciclo respiratório, devendo ser iniciada com a pressão entre 5 e 10 cmH2O, a qual pode ser aumentada até 12,5 cmH2O. No entanto essa modalidade possui outra escolha, que seria a de ventilação em binível pressórico (BPAP) que utiliza a alternância de uma pressão positiva menor durante a expiração e maior durante a inspiração, para reduzir o trabalho respiratório do paciente de uma forma direta, com a pressão inicial entre 8 e 10 cmH2O, podendo ser aumentada até 12,5 cm H2O. Contudo sempre devemos ressaltar a importância das contra- indicações no caso da VMNI, têm-se a instabilidade hemodinâmica, trauma facial, risco de aspiração de secreções, arritmia, isquemia e pacientes pouco colaborativos ou que não se adaptaram à máscara. Por outro lado possuímos a ventilação Invasiva que é indicada na presença do rebaixamento do nível de consciência, no aparecimento de sinais clínicos de fadiga da musculatura acessória, nos casos de hipoxemia refratária e na presença de acidose respiratória. Essa conduta pode ser tomada inicialmente em pacientes com IAM com indicação de angioplastia primária, naqueles com taquiarritmias com necessidade de cardioversão elétrica e em pacientes com choque cardiogênico. Contudo sempre antes do procedimento o paciente deve ser hiperventilado com máscara e ambú para diminuir possíveis complicações como arritmias ou piora da hipoxemia (DBVM, 2013).
REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO
Revista Brasileira de Terapia Intensiva. DIRETRIZES BRASILEIRAS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA. 2013
KNOBEL, Elias. Terapia Intensiva: pneumologia e fisioterapia respiratória. São Paulo: Atheneu, 2004.
MEIRELES COSTA LIMA. A UTILIZAÇÃO DO CPAP E BIPAP NO EDEMA AGUDO DE PULMÃO CARDIOGÊNICO. Rio de Janeiro/ 2006.
MACIEL ANDRADE MARCOS VINICIUS. Insuficiência Cardíaca. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. 2009; 93(6 supl.1): e110-e178.
NARDELLI CESAR CAIO. PADRONIZAÇÃO DA ABORDAGEM DO EAPC, NO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS. Março/ 2006.
PORTO, CELMO CELENO. Doenças do Coração – Prevenção e Tratamento. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998.
Autor: ADRIANA PEREZ OLIVEIRA

EDEMA AGUDO DE PULMÃO
INTRODUÇÃO
O edema agudo de pulmão (EAP) se caracteriza por ser um acúmulo súbito e anormal de líquido nos espaços extravasculares do pulmão. A EAP ocorre com frequência nas unidades de terapia intensiva e também percebe-se que é uma das síndromes cardiorrespiratórias mais dolorosas quando comparada com as demais. Sua causa na maioria das vezes é consequente à insuficiência cardíaca esquerda, sendo que a elevação da pressão no átrio esquerdo e capilar pulmonar pode ser considerada como o principal fator responsável pela transudação de líquido para o interstício e interior dos alvéolos, com interferência nas trocas gasosas pulmonares e redução da pressão parcial de oxigênio no sangue arterial (PORTO, 2000).
FISIOPATOLOGIA
O edema agudo de pulmão ocorre devido ao desequilíbrio entre a pressão hidrostática capilar elevada e a pressão intersticial normal, quando ocorre o extravasamento do liquido, o mesmo já não pode ser removido adequadamente pelo sistema linfático pulmonar, esse processo decorre do aumento da pressão diastólica final do ventrículo esquerdo . Essa síndrome pode ocorrer por outros mecanismos quando não relacionado à falência cardíaca, como o aumento da permeabilidade dos capilares pulmonares, observado na síndrome do desconforto respiratório agudo, ou nos casos em que a pressão coloidosmótica intravascular está intensamente reduzida, o que gera um aumento da pressão negativa intersticial (após drenagem torácica), insuficiência linfática (pós-transplantes), linfangite fibrosantes ou fenômenos não explicados, como edema pulmonar neurogênico, devido a grandes altitudes, pós-cardioversão e a superdose de narcóticos . Em consequência do edema (intersticial e brônquico), ocorre a diminuição da complacência pulmonar e o aumento da resistência nas vias aéreas, com isso sobrevém as alterações de troca gasosa e a geração de altas pressões negativas intrapleurais, decorrente temos a elevação da pressão transmural do ventrículo esquerdo (VE) e da sua pós-carga. Quando ocorre a redução do débito cardíaco no edema agudo de pulmão, consequentemente diminui-se a oferta de oxigênio para a musculatura respiratória. Já com relação a atividade simpática, podemos observar um ligeiro aumento. No entanto em situações graves pode causar hipertrofia de miócitos e necrose, redução de receptores beta-1-adrenérgicos, depleção de terminais nervosos e comprometimento da função sistólica e diastólica. O comprometimento da musculatura respiratória nesses pacientes piora com a dispnéia aos esforços e, nos quadros agudos, com a fadiga muscular, que frequentemente associa-se com retenção de CO2 (KNOBEL,2004).
ETIOLOGIA
Várias podem ser as causas da EAP, sendo que as mais comuns são a insuficiência ventricular esquerda, a obstrução da valva mitral, arritmias cardíacas, hipervolemia, insuficiência cardíaca congestiva descompensada, infarto agudo do miocárdio (IAM), cardioversão elétrica e crise hipertensiva. Suas causas também podem ser dividas em duas partes. A primeira seria a das causas secundárias, a cardiopatias e a segunda as causas não relacionadas a cardiopatias. As causas secundárias a cardiopatias podem ser, a isquemia miocárdica aguda, hipertensão arterial sistêmica (HAS), valvulopatia, miocardiopatia primária, cardiopatias congênitas, mixoma atrial. Já as causas não-relacionadas a cardiopatias temos a lesão encefálica ou hemorragia intracraniana (neurogênica) e a feocromocitoma ( MACIEL, 2009)
SINAIS E SINTOMAS
Os sinais e sintomas característicos são dispnéia, ortopnéia, tosse, escarro de cor rósea e espumoso. Normalmente o paciente apresenta-se ansioso, agitado, sentado com membros inferiores pendentes e utilizando intensamente a musculatura respiratória acessória, suas asas nasais estão dilatadas, há retração intercostal e de fossa supraclavicular. A pele e mucosas desse paciente tornam-se frias, acinzentadas, às vezes, pálidas e cianóticas, com sudorese fria sistêmica. O mesmo pode relatar dor subesternal irradiada para pescoço, mandíbula ou face medial de braço esquerdo em casos de isquemia miocárdica. Com relação ao exame físico, pode-se constatar taquicardia, ritmo de galope, B2 hiperfonética, pressão arterial elevada ou baixa (choque cardiogênico), estertores subcreptantes inicialmente nas bases tornando-se difusos com a evolução do quadro. Se houver a presença de roncos e sibilos difuso há indícios de broncoespasmo secundário. Deve-se levar em consideração que o quadro clínico pode agravar progressivamente culminando com insuficiência respiratória, hipoventilação, confusão mental e morte por hipoxemia (PORTO, 2000).
TRATAMENTO
A EAP possui diversas opções de tratamento, sendo assim uma das que se destacam é a oxigenioterapia, que consiste na administração de oxigênio suplementar com o intuito de elevar ou manter a saturação de oxigênio acima de 90%, corrigindo os danos da hipoxemia. O paciente deve receber oxigênio suplementar por máscara facial aberta com fluxo inicial de 5 a 10 L/ min, com objetivo primário de aumentar a quantidade de oxigênio carreado pelo sangue aos tecidos. Outra opção é a ventilação não-invasiva (VMNI) a qual proporciona a redução da pré e pós-carga promovendo a melhora da contratilidade do ventrículo esquerdo, a mesma aumentará a complacência pulmonar recrutando alvéolos pulmonares previamente colabados, elevando assim a ventilação alveolar e reduzindo o trabalho respiratório. Possuímos também a alternativa das máscaras nasais e a da ventilação mecânica não invasiva contínua (CPAP), que consiste na aplicação de uma pressão positiva única durante todo o ciclo respiratório, devendo ser iniciada com a pressão entre 5 e 10 cmH2O, a qual pode ser aumentada até 12,5 cmH2O. No entanto essa modalidade possui outra escolha, que seria a de ventilação em binível pressórico (BPAP) que utiliza a alternância de uma pressão positiva menor durante a expiração e maior durante a inspiração, para reduzir o trabalho respiratório do paciente de uma forma direta, com a pressão inicial entre 8 e 10 cmH2O, podendo ser aumentada até 12,5 cm H2O. Contudo sempre devemos ressaltar a importância das contra- indicações no caso da VMNI, têm-se a instabilidade hemodinâmica, trauma facial, risco de aspiração de secreções, arritmia, isquemia e pacientes pouco colaborativos ou que não se adaptaram à máscara. Por outro lado possuímos a ventilação Invasiva que é indicada na presença do rebaixamento do nível de consciência, no aparecimento de sinais clínicos de fadiga da musculatura acessória, nos casos de hipoxemia refratária e na presença de acidose respiratória. Essa conduta pode ser tomada inicialmente em pacientes com IAM com indicação de angioplastia primária, naqueles com taquiarritmias com necessidade de cardioversão elétrica e em pacientes com choque cardiogênico. Contudo sempre antes do procedimento o paciente deve ser hiperventilado com máscara e ambú para diminuir possíveis complicações como arritmias ou piora da hipoxemia (DBVM, 2013).
REFERENCIAL BIBLIOGRAFICO
Revista Brasileira de Terapia Intensiva. DIRETRIZES BRASILEIRAS DE VENTILAÇÃO MECÂNICA. 2013
KNOBEL, Elias. Terapia Intensiva: pneumologia e fisioterapia respiratória. São Paulo: Atheneu, 2004.
MEIRELES COSTA LIMA. A UTILIZAÇÃO DO CPAP E BIPAP NO EDEMA AGUDO DE PULMÃO CARDIOGÊNICO. Rio de Janeiro/ 2006.
MACIEL ANDRADE MARCOS VINICIUS. Insuficiência Cardíaca. Arquivo Brasileiro de Cardiologia. 2009; 93(6 supl.1): e110-e178.
NARDELLI CESAR CAIO. PADRONIZAÇÃO DA ABORDAGEM DO EAPC, NO HOSPITAL SÍRIO LIBANÊS. Março/ 2006.
PORTO, CELMO CELENO. Doenças do Coração – Prevenção e Tratamento. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan, 1998.
sexta-feira, 4 de novembro de 2016
Câncer de Pênis
Câncer de pênis
Autora: Luciana Pereira de Alcântara
Melo
Coordenador: Daniel Xavier
Tumor raro, com maior incidência em
homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. Está
relacionado às baixas condições socioeconômicas e de instrução, à má higiene
íntima e a homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio,
pele que reveste a glande – a “cabeça” do pênis). O estreitamento do prepúcio é
um fator de predisposição ao câncer peniano. Estudos científicos também sugerem
a associação entre infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer de
pênis. No Brasil, esse tipo de tumor representa 2% de todos os tipos de câncer
que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste.
Num estudo observacional e descritivo, realizado pelo
Núcleo de Pesquisa em Uro-Oncologia da Fundação de Centro de Controle de
Oncologia (FCECON), em Manaus, que objetivou pesquisar o perfil
clínico-epidemiológico e fatores de risco que influenciaram no surgimento de CP
em 34 homens atendidos naquela instituição, entre Janeiro de 2007 a novembro de 2012.
Dentre os resultados, destacamos uma maior frequência da neoplasia na faixa
etária entre 40-69 anos (68%), histórico de tabagismo (71%), presença de Fimose
(53%), antecedente de doenças sexualmente transmissíveis (42%) e baixo nível
escolar (56%). A origem étnica não foi associada a uma maior incidência. O
perfil desses pacientes foi compatível, portanto, com aquele descrito na
literatura.
Prevenção
Para prevenir o câncer de pênis é
necessário fazer a limpeza diária com água e sabão, principalmente após as
relações sexuais e a masturbação. É fundamental ensinar às crianças desde cedo
os hábitos de higiene íntima, que devem ser praticados todos os dias. A
cirurgia de fimose (quando a pele de prepúcio é estreita ou pouco elástica e
impede a exposição da cabeça do pênis, dificultando a limpeza adequada) é outro
fator de prevenção. A operação é simples e rápida e não necessita de
internação. Também chamada de circuncisão, a cirurgia de fimose é normalmente
realizada na infância. Tanto o homem circuncidado como o não-circuncidado
reduzem as chances de desenvolver esse tipo de câncer se tiverem bons hábitos
de higiene.
A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, já que prática com diferentes parceiros sem o uso de camisinha aumenta o risco de desenvolver a doença. O preservativo diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV, por exemplo.
A utilização do preservativo é imprescindível em qualquer relação sexual, já que prática com diferentes parceiros sem o uso de camisinha aumenta o risco de desenvolver a doença. O preservativo diminui a chance de contágio de doenças sexualmente transmissíveis, como o vírus HPV, por exemplo.
Sintomas
A manifestação clínica mais comum do
câncer de pênis é uma ferida ou úlcera persistente, ou também uma tumoração
localizada na glande, prepúcio ou corpo do pênis. A presença de um desses
sinais, associados a uma secreção branca (esmegma), pode ser uma indicação de
câncer no pênis. Nestes casos, é necessário consultar um especialista. Além da
tumoração no pênis, a presença de gânglios inguinais (ínguas na virilha), pode
ser sinal de progressão da doença (metástase).
Detecção precoce
Quando detectado inicialmente, o câncer
de pênis possui tratamento e é facilmente curado. É importante, ao fazer a higiene
íntima, realizar o autoexame do pênis.
No autoexame, os homens devem estar
atentos aos seguintes sinais:
·
Perda de
pigmentação ou manchas esbranquiçadas;
·
Feridas e
caroços no pênis que não desapareceram após tratamento médico e apresentem
secreções e mau cheiro;
·
Tumoração no
pênis e/ou na virilha (íngua);
·
Inflamações de
longo período com vermelhidão e coceira, principalmente nos portadores de
fimose.
Ao observar qualquer um desses sinais, é
necessário procurar um médico imediatamente.
Exame clínico
Os exames clínicos para a detecção do
câncer de pênis, entre eles a biópsia, só devem ser indicados e realizados por
profissionais de saúde.
Diagnóstico
Quando diagnosticado em estágio inicial,
o câncer de pênis apresenta elevada taxa de cura. No entanto, mais da metade
dos pacientes demoram até um ano após as primeiras lesões aparecem para
procurar o médico. Todas as lesões ou tumorações penianas, independentemente da
presença de fimose (dificuldade ou incapacidade de exposição da glande, porque
a pele que envolve o pênis possui um anel estreito), deverão ser avaliadas por
um médico, principalmente aquelas de evolução lenta e que não responderam aos
tratamentos convencionais. Essas lesões deverão passar por biópsia
(retirada de um fragmento) para análise, quando será dado o diagnóstico final.
Tratamento
O tratamento depende da extensão local do
tumor e do comprometimento dos gânglios inguinais (ínguas na virilha). Vai
desde terapias tópicas (em estágios iniciais) até tratamento cirúrgico, seja a
penectomia parcial ou radical. Também podem ser utilizadas, em casos
específicos, a braquiterapia, a quimioterapia neoadjuvante e a quimioterapia
exclusiva, nos casos mais avançados. Os estudos que abordam o tratamento do
Câncer de Pênis são, em sua grande maioria, pequenos e não-randomizados, por se
tratar de uma patologia rara. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar o
crescimento desse tipo de câncer e a posterior amputação do pênis, que traz
consequências físicas, sexuais e psicológicas ao homem. Por isso, quanto mais
cedo for iniciado o tratamento, maiores são as chances de cura.
Tratamento fisioterapêutico
A fisioterapia oncológica ou
oncofuncional tem como objetivo preservar, manter ou recuperar a integridade
cinético-funcional de órgãos e sistemas, assim como prevenir os distúrbios
causados pelo tratamento oncológico buscando o bem estar e a qualidade de vida
do paciente oncológico.
A radioterapia,
indicada tanto para o tratamento exclusivo da doença quanto para complementação
dos outros tratamentos, pode acarretar fibrose, levando à restrição de
movimento, edemas e disfunções ventilatórias, entre outras.
Diversos tipos de
quimioterápicos podem causar neuropatias periféricas, fibrose pulmonar e
miocardiopatias. O uso prolongado de corticóides pode resultar em quadros de
miopatia e osteoporose.
A cirurgia visa
não apenas a remoção do tumor, mas também dos tecidos sadios adjacentes, a
fim de evitar a permanência de doença residual macro ou microscópica. Tal fato
acarreta sequelas sensitivas, motoras, vasculares e respiratórias, dependendo
da área afetada.
Nos
atendimentos podem ser realizadas
técnicas para correção padrão respiratório, cinesioterapia ventilatória
com intuito de melhorar a expansibilidade torácica, cinesioterapia motora
global para reduzir edemas e diminuir os agravos de síndrome do imobilismo
prolongado no leito além de manter a integridade e mobilidade das estruturas
musculoesqueléticas.
Referencias Pesquisadas.
DE PAULA, Adriano; NETTO, Joaquim. [et
al]“ CARCINOMA EPIDERMÓIDE DO PÉNIS”. Disponível em www.inca.gov.br
Giuseppe Figliuolo, Samuel Nuno Pereira Lima,
Sebastião Pinto da Costa, Jusimara Maia da Silva, Cristiano Silveira Paiva,
Jose Nilson Araújo Bezerra, Kátia Luz Torres Silva. PERFIL CLÍNICO-EPIDEMIOLÓGICO
ASSOCIADO A FATORES DE RISCO DE PACIENTES COM CÂNCER DE PÊNIS ATENDIDOS EM UM HOSPITAL DE
REFERÊNCIA ONCOLÓGICA EM MANAUS. Revista Brasileira de Oncologia Clínica.
Vol.11, no 40 – abril/maio/junho, 2015. Disponível em: http://sboc.org.br/revista-sboc/pdfs/40/editorial.pdf
R. Damião; Jr. Mattos [et al].
“CARCINOMA DO PÉNIS –PARTE 1” .
Disponível em www.projectodiretrizes.org.br
SOUSA,
Nádia Maria Rodrigues; MELO, Anairtes Martins de. INTERVENÇÃO FISIOTERÁPICA EM PACIENTE COM CÂNCER
DE PÊNIS NO PÓS-OPERATÓRIO DE EMASCULAÇÃO: RELATO DE CASO.. In: Anais da VII
Mostra de Pesquisa em Ciência e Tecnologia DeVry Brasil. Anais... BELÉM,
CARUARU, FORTALEZA, JOÃO PESSOA, MANAUS, RECIFE, SALVADOR, SÃO LUÍS, SÃO PAULO,
TERESINA: DEVRY BRASIL, 2016. Disponível em:
.
Acesso em: 20/09/2016 às 16:39.
terça-feira, 1 de novembro de 2016
fisioterapia auxilia mulheres nas mudancas corporais apos cancer de mama
Segundo o Instituto Nacional do
Câncer (Inca), no Amazonas, durante todo o ano de 2014, devem ser
registrados 390 novos casos de câncer de mama, sendo a maioria na
capital. O câncer de mama é a maior causa de óbitos por câncer na
população feminina no Brasil, principalmente na faixa etária entre 40 e
69 anos.
A retirada da mama pode ser uma das opções de tratamento para mulheres vítimas de câncer de mama. Depois do procedimento, começa uma nova etapa para a paciente: a de recuperação dos movimentos, que nessa fase, encontra a fisioterapia como principal aliada para garantir a qualidade de vida.
De acordo com o fisioterapeuta doutor Daniel Xavier, a paciente submetida ao tratamento cirúrgico do câncer de mama terá que conviver com as mudanças de postura causadas pela retirada do seio, como dor e restrição ao movimentar o ombro, inchaço do braço (linfedema) e a falta de sensibilidade na parte superior e interna do braço.
“Após a cirurgia, a mulher passa a ter uma nova realidade de seu esquema corporal devido a importantes alterações que com frequência são geradas pela dor, fraqueza muscular e modificação na imagem corporal. A fisioterapia ajuda a mulher a enfrentar as mudanças causadas pela retirada do seio”, disse.
De modo geral, Daniel Xavier explica que o fisioterapeuta pode intervir desempenhando um papel importante na prevenção de sequelas, fazendo parte integrante da equipe multidisciplinar no acompanhamento da recuperação destas mulheres. “Atualmente, a fisioterapia está incluída no planejamento da assistência para a reabilitação física no período pré e pós-operatório do câncer de mama”, afirmou.
A mastectomia radical modificada, principalmente acompanhada de radioterapia, pode determinar complicações físicas, imediatas ou tardias, tais como limitação da amplitude de movimento (ADM) do ombro e do cotovelo, linfedema, fraqueza muscular, infecção e dor, que colocam em risco o desempenho das atividades de vida diária e dos papéis da mulher mastectomizada. “Com a fisioterapia, as mulheres são orientadas quanto à postura que irão adquirir no pós-cirúrgico e a importância da aderência à reabilitação”, ressaltou.
Para Daniel Xavier, quanto mais precoce forem orientados os exercícios, mais rapidamente a mulher responderá ao tratamento. “A amplitude de movimentos deve ser alcançada no menor espaço de tempo possível, levando-se sempre em conta as dificuldades individuais de cada paciente”, disse.
Ele destaca que as pacientes submetidas ao tratamento fisioterápico diminuem seu tempo de recuperação e retornam mais rapidamente às suas atividades cotidianas, ocupacionais e desportivas, readquirindo amplitude em seus movimentos, força, boa postura, coordenação, autoestima e, principalmente, minimizando as possíveis complicações pós-operatórias e aumentando a qualidade de vida.
“A fisioterapia desempenha um papel fundamental nesta nova etapa da vida da mulher operada, pois além de significar um conjunto de possibilidades terapêuticas físicas passíveis de intervir desde a mais precoce recuperação funcional, até a profilaxia das sequelas, além de diminuir o tempo de recuperação, com retorno mais rápido às atividades cotidianas e ocupacionais, colaborando com sua reintegração à sociedade, sem limitações funcionais”, afirmou.
Segundo caso mais comum no País
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.
Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
Autor: Dr. Daniel Salgado Xavier - Doutor em Terapia Intensiva pelo Instituto Brasileiro de Terapia Intensiva- IBRATI/SP. Mestre em Terapia intensiva pela IBRATI/SP.Pós graduado em Fisioterapia em UTI pela Fundação A/C Camargo-Hospital do Câncer de São Paulo, pós-graduado em Neurologia pela UMESP, Fisioterapia Intensivista - SOBRATI/SP. Fisioterapeuta da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas.
A retirada da mama pode ser uma das opções de tratamento para mulheres vítimas de câncer de mama. Depois do procedimento, começa uma nova etapa para a paciente: a de recuperação dos movimentos, que nessa fase, encontra a fisioterapia como principal aliada para garantir a qualidade de vida.
De acordo com o fisioterapeuta doutor Daniel Xavier, a paciente submetida ao tratamento cirúrgico do câncer de mama terá que conviver com as mudanças de postura causadas pela retirada do seio, como dor e restrição ao movimentar o ombro, inchaço do braço (linfedema) e a falta de sensibilidade na parte superior e interna do braço.
“Após a cirurgia, a mulher passa a ter uma nova realidade de seu esquema corporal devido a importantes alterações que com frequência são geradas pela dor, fraqueza muscular e modificação na imagem corporal. A fisioterapia ajuda a mulher a enfrentar as mudanças causadas pela retirada do seio”, disse.
De modo geral, Daniel Xavier explica que o fisioterapeuta pode intervir desempenhando um papel importante na prevenção de sequelas, fazendo parte integrante da equipe multidisciplinar no acompanhamento da recuperação destas mulheres. “Atualmente, a fisioterapia está incluída no planejamento da assistência para a reabilitação física no período pré e pós-operatório do câncer de mama”, afirmou.
A mastectomia radical modificada, principalmente acompanhada de radioterapia, pode determinar complicações físicas, imediatas ou tardias, tais como limitação da amplitude de movimento (ADM) do ombro e do cotovelo, linfedema, fraqueza muscular, infecção e dor, que colocam em risco o desempenho das atividades de vida diária e dos papéis da mulher mastectomizada. “Com a fisioterapia, as mulheres são orientadas quanto à postura que irão adquirir no pós-cirúrgico e a importância da aderência à reabilitação”, ressaltou.
Para Daniel Xavier, quanto mais precoce forem orientados os exercícios, mais rapidamente a mulher responderá ao tratamento. “A amplitude de movimentos deve ser alcançada no menor espaço de tempo possível, levando-se sempre em conta as dificuldades individuais de cada paciente”, disse.
Ele destaca que as pacientes submetidas ao tratamento fisioterápico diminuem seu tempo de recuperação e retornam mais rapidamente às suas atividades cotidianas, ocupacionais e desportivas, readquirindo amplitude em seus movimentos, força, boa postura, coordenação, autoestima e, principalmente, minimizando as possíveis complicações pós-operatórias e aumentando a qualidade de vida.
“A fisioterapia desempenha um papel fundamental nesta nova etapa da vida da mulher operada, pois além de significar um conjunto de possibilidades terapêuticas físicas passíveis de intervir desde a mais precoce recuperação funcional, até a profilaxia das sequelas, além de diminuir o tempo de recuperação, com retorno mais rápido às atividades cotidianas e ocupacionais, colaborando com sua reintegração à sociedade, sem limitações funcionais”, afirmou.
Segundo caso mais comum no País
Segundo tipo mais frequente no mundo, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres, respondendo por 22% dos casos novos a cada ano. Se diagnosticado e tratado oportunamente, o prognóstico é relativamente bom.
No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.
Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.
Autor: Dr. Daniel Salgado Xavier - Doutor em Terapia Intensiva pelo Instituto Brasileiro de Terapia Intensiva- IBRATI/SP. Mestre em Terapia intensiva pela IBRATI/SP.Pós graduado em Fisioterapia em UTI pela Fundação A/C Camargo-Hospital do Câncer de São Paulo, pós-graduado em Neurologia pela UMESP, Fisioterapia Intensivista - SOBRATI/SP. Fisioterapeuta da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas.
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