A Fisioterapia praticada com ética e responsabilidade garantindo dignidade e qualidade de vida ao paciente oncológico.
terça-feira, 29 de setembro de 2020
Eletro neuro estimulação em.pacientes críticos
sexta-feira, 11 de setembro de 2020
Deambulação em pacientes pós operatório de câncer de pulmão
- Bulectomia;
- Segmentectomia;
- Lobectomia;
- Pleurostomia;
- Entre outros.
- Hipoxêmia;
- Hipoventilação;
- Atelectasias;
- Hipersecreção;
- TVP/TE;
- Entre outras.
- Escala de BORG para avaliação do esforço;
- Velocidade média (km/h);
- Associação distância-tempo (M/s);
- Metragem percorrida (metros).
- No primeiro dia objetivamos pelo menos 50 metros percorridos;
- No segundo dia objetivamos pelo menos 100 metros percorridos;
- No terceiro dia objetivamos pelo menos 250 metros percorridos;
- Avaliar adequadamente;
- Prescrever a intensidade adequada da terapia;
- Prescrever a frequência adequada da terapia;
- Monitorizar a terapia;
- E dar continuidade na periodização da terapia.
- Fonte: https://ligadafisiointensiva.blogspot.com/
Assincronia paciente-ventilador
...A assincronia pacie nte-ventilador (APV) é um desacoplamento entre o paciente, emrelação a demandas de tempo, fl uxo, volume e/ou pressão de seu sistema respiratório, e o ventilador, que as oferta durante a ventilação mecânica (VM). É um fenômeno comum,com taxas de incidência entre 10% e 85%. A APV pode ser devida a fatores relacionadosao paciente, ao ventilador ou a ambos...
...Os tipos mais comuns de assincronia pacienteventilador são as de disparo, como esforço inefi caz, autodisparo e duplo disparo; as de ciclagem, tanto prematura quanto tardia; e as de fl uxo, seja insuficiente, seja excessivo. Sendo fenômenos comuns e associados a desfechos clínicos negativos para os pacientes em VM, é essencial que os profissionais de saúde das UTIs busquem ativamente o diagnóstico e sua pronta reversão.
https://drive.google.com/file/d/1c6vsemwdnTnBVuJZE4oqDfbmrfop4Hh6/view?usp=sharing
quarta-feira, 9 de setembro de 2020
SDRA COVID E NÃO COVID: Gêmeos iguais de pais diferentes?
Desde o início da pandemia, foram publicados vários editoriais e relatos de experiência que sugeriram que a SDRA do COVID-19 tem um comportamento atípico em relação a SDRA de outras etiologias, pois nela os pacientes com hipoxemia grave apresentavam complacência do sistema respiratório normal ou próximo do normal (Crs). Entretanto, ainda há controvérsias acerca disso, principalmente devido à escassez de trabalhos sobre o tema.
Nesse âmbito, um estudo de coorte prospectivo, multicêntrico e observacional publicado em 29 de julho de 2020 no Intensive Care Medicine, avaliou pacientes diagnosticados com COVID-19, que evoluíram com SDRA e que estavam internados e sendo ventilados mecanicamente em hospitais da Espanha e Andorra no período entre 12 de março e 1 de junho de 2020.
O principal objetivo desse estudo foi descrever as características clínicas de pacientes com SDRA induzida por SARS-CoV-2, o manejo ventilatório empregado e os resultados desses pacientes. Além disso, comparou-se os parâmetros respiratórios e os resultados de pacientes com SDRA COVID-19 e com SDRA de outras etiologias.
Para isso, avaliaram-se dados demográficos, sinais vitais, parâmetros laboratoriais, parâmetros ventilatórios, uso de terapias adjuvantes, tratamentos farmacológicos, cronologia da doença e escores Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) e APACHE II. Também se relatou os pacientes que receberam alta da UTI, os pacientes que vieram a óbito e os que ainda estavam em tratamento na UTI em 1º de junho de 2020.
Foi observada predominância de pacientes idosos e de pacientes do sexo masculino com comorbidades (as mais frequentes foram hipertensão arterial e obesidade). O tempo médio de internação na UTI foi de 21 dias. A maioria (44,6%) dos pacientes tinha SDRA moderada. A porcentagem de pacientes com SDRA grave (38,1%) foi maior do que a encontrado em estudos em pacientes com SDRA não COVID-19. Em geral os pacientes foram tratados com volume corrente baixo e níveis moderados de PEEP de acordo com o padrão para proteção pulmonar (VC ≤ 8 ml / kg de PBW, Pplat <30 cmH 2 O e uma pressão motriz ≤ 15 cmH 2 O). Mais de 80% dos pacientes tinha baixa Crs, contudo, apesar da probabilidade de receber alta da UTI ter sido influenciada pela gravidade da SDRA, a mesma não foi influenciada pela Crs. Os valores de Crs, Pplat e pressão de direção foram muito semelhantes aos de pesquisas publicadas anteriormente sobre SDRA não COVID.
As terapias adjuvantes, como manobras de recrutamento, posição prona e agentes bloqueadores neuromusculares foram usados em 79%, 76% e 72% dos pacientes, respectivamente. Esses achados também foram superiores a prática relatada em pacientes com SDRA grave não COVID-19. Um dos motivos para isso pode ter sido que, devido à carga de cuidados vivenciada pelos médicos durante o período do estudo, a estratégia ventilatória e o uso de terapias adjuvantes podem não ser representativas da prática clínica em circunstâncias não pandêmicas.
O principal motivo de admissão na UTI foi insuficiência respiratória aguda, embora os escores SOFA indicassem mais de uma disfunção orgânica (comprometimento hemodinâmico com necessidade de vasopressores foi a disfunção mais frequente). Tanto o tempo médio desde o início dos sintomas até a admissão hospitalar quanto a mortalidade em 28 dias foram semelhantes aos relatados em pacientes com SDRA não COVID.
Dentre as limitações, tem-se que o desenho de estudo não permitiu analisar a associação entre determinada estratégia ventilatória e o desfecho do pacientes; a análise de regressão de Cox não foi ajustada para fatores de confusão; e não coletou-se o número total de pacientes admitidos em UTI participantes durante o período do estudo.
Diante desses resultados foi possível observar que os pacientes com SDRA devido a COVID-19 apresentaram predominantemente uma SDRA típica, moderada a grave, e que, apesar do risco de mortalidade em 28 dias ter aumentado com a gravidade da SDRA, ele não foi maior do que outros estudos em pacientes com SDRA não COVID-19.
Este estudo, portanto, acrescentou informações relevantes em relação as principais características dos pacientes com SDRA COVID ventilados mecanicamente. Contudo, mais estudos são necessários para compreensão das formas de apresentação clínica da SDRA em COVID-19, de modo a proporcionar melhor elucidação sobre as estratégias de oxigenação e ventilação adequadas para minimizar a lesão pulmonar induzida pela ventilação.
Texto elaborado pela Acadêmica de Medicina Ana Carla Costa
FONTE: www.academiamedica.com.br
Referência:
- Ferrando, C., Suarez-Sipmann, F., Mellado-Artigas, R. et al. Clinical features, ventilatory management, and outcome of ARDS caused by COVID-19 are similar to other causes of ARDS. Intensive Care Med (2020). https://doi.org/10.1007/s00134-020-06192-2
segunda-feira, 7 de setembro de 2020
Diretrizes Brasileiras de Mobilização Precoce em Unidade de Terapia Intensiva
https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-507X2019000400434&script=sci_arttext
A imobilidade pode causar várias complicações que influenciam na recuperação de doentes críticos, incluindo atrofia e fraqueza muscular esquelética. Esse efeito pode ser amenizado com a realização de mobilização precoce. Seis questões primordiais nortearam essa pesquisa: É segura? Quem é o candidato à mobilização precoce? Quais são as contraindicações? Qual a dose adequada e como defini-la? Quais os resultados obtidos? Quais os indicadores prognósticos em sua utilização? O objetivo desta diretriz foi elaborar um documento que reunisse recomendações e sugestões baseadas em níveis de evidência sobre a mobilização precoce do paciente crítico adulto, visando melhorar o entendimento sobre o tema, com impacto positivo no atendimento aos pacientes. Esta diretriz foi desenvolvida com base em uma revisão sistemática de artigos, utilizando a estratégia de busca no modelo PICO, conforme recomendado pelo Projeto de Diretrizes da Associação Médica Brasileira. Foram selecionados ensaios clínicos randomizados, estudos de coortes prognósticos, revisões sistemáticas com ou sem metanálise, sendo as evidências classificadas segundo Oxford Centre for Evidence-based Medicine - Levels of Evidence. Em todas as questões abordadas, foram encontradas evidências suficientes para a realização da mobilização precoce de forma segura e bem definida, com indicadores prognósticos que evidenciam e recomendam a técnica. A mobilização precoce está associada a melhores resultados funcionais, devendo ser realizada sempre que indicada. É segura e deve ser meta de toda equipe multidisciplinar.
Autores
Esperidião Elias Aquim1 http://orcid.org/0000-0002-2843-3946
Renata Ferreira Buzzini3
Nara Selaimen Gaertner de Azeredo1
Laura Severo da Cunha1
Marta Cristina Pauleti Damasceno1
Rafael Alexandre de Oliveira Deucher1
Antonio Carlos Magalhães Duarte1
Juliana Thiemy Librelato1
Cesar Augusto Melo-Silva1
Sergio Nogueira Nemer1
Sabrina Donatti Ferreira da Silva1
Cleber Verona1
Artigo na íntegra:https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-507X2019000400434&script=sci_arttext
Fisioterapia oncológica contribui para o bem-estar e melhoria da qualidade de vida do paciente com câncer
A fisioterapia oncológica, também conhecida como oncofuncional, é uma modalidade de tratamento que exige aperfeiçoamento e capacitação, e que resulta no bem-estar e na melhoria da qualidade de vida de pacientes com câncer de qualquer idade. A conclusão é fruto de um trabalho de pós-doutorado, desenvolvido pelo coordenador de Fisioterapia Intensiva da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Dr. Daniel Xavier. Ele é o primeiro profissional da área a conquistar a titulação em pós-doutorado em fisioterapia oncológica (Post Doc in Physicaltherapy in Oncology) na região Norte, informou o especialista.
FCE (Califórnia), teve cerca de um mês de duração. A pesquisa, por sua vez, foi desenvolvida ao longo de dois anos (2014 / 2015), com avaliações periódicas de resultados. Foram dois estudos, ao todo. O primeiro deles, abordou o atendimento através da fisioterapia em oncologia, voltado à melhoria da qualidade de vida em crianças portadoras de câncer, e teve o suporto da ONG amazonense Gacc (Grupo de Apoio à Criança com Câncer), onde o fisioterapeuta atua como voluntário.
O segundo, atuou no campo da mobilização precoce aplicada ao paciente oncológico em recuperação na Unidade de Tratamento Intensivo da FCecon, unidade de referência em cancerologia na Amazônia Ocidental. Foram 50 pacientes avaliados ao longo do estudo, com a aplicação de diferentes técnicas de manutenção e reabilitação.
“A fisioterapia especializada melhora também a funcionalidade, aumentando a taxa de reinserção social. Para tanto, utilizamos ferramentas e aparelhos que auxiliam na mobilidade. A conclusão com esse estudo é que pacientes que passam por esse tipo de terapia, têm uma recuperação mais rápida e, consequentemente, o tempo de internação acaba reduzido”, explicou Xavier.
De acordo com ele, além de tornar os leitos de internação mais rotativos, a recuperação dos pacientes em curto espaço de tempo também promove economia e aumenta a oferta de tratamento especializado.
O especialista ressaltou que as técnicas oriundas da fisioterapia oncológica, dão mais independência ao paciente, que tem a estrutura física fortalecida e ganha mais segurança para realizar as atividades cotidianas. A fisioterapia, embora aplicada a pacientes internados na unidade hospitalar, deve ser utilizada nais mais diversas fases do tratamento, tendo continuidade após o período de alta hospitalar, alertou Xavier.
A terapia pode contribuir, inclusive, para um estilo de vida mais ativo. “Os métodos terapêuticos vêm sendo aplicados em pacientes oncológicos da Fundação Cecon, com efeitos surpreendentes, incluindo pacientes pós-cirúrgicos. A reabilitação associada às técnicas ocorre de forma mais eficaz, pois ajuda a recuperar a integridade funcional”, ressaltou. O projeto que resultou na titulação, teve a participação da Diretoria de Ensino e Pesquisa da FCecon.